6ª Marcha dos Catarinenses mobiliza diferentes setores da sociedade em Florianópolis

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Ato reúne representantes de trabalhadores, setores produtivos e entidades para discutir direitos, participação social e perspectivas de desenvolvimento para Santa Catarina

Florianópolis recebeu nesta terça-feira (18), a 6ª Marcha dos Catarinenses, mobilização que reúne trabalhadores e representantes de diferentes segmentos profissionais e produtivos do Estado. A iniciativa tem como foco a defesa dos direitos sociais, o fim da escala 6×1, a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, o fortalecimento da democracia e a construção de uma agenda de desenvolvimento para Santa Catarina.

A programação tem início com a concentração dos participantes, a partir das 13h, no Parque da Luz, localizado junto à cabeceira da Ponte Hercílio Luz. A atividade deverá reunir representantes de diferentes regiões catarinenses, contemplando tanto setores ligados às atividades urbanas quanto ao meio rural.

A mobilização conta com a participação das centrais sindicais, sindicatos e organizações representativas, trabalhadores e demais segmentos da sociedade. Entre os temas apresentados estão a valorização das relações de trabalho, a preservação de direitos, o fim da escala 6×1 e a defesa de uma jornada de 40 horas semanais, além da formulação de políticas públicas voltadas à geração de emprego, renda, investimentos e desenvolvimento econômico e social.

A defesa do fim da escala 6×1 e da redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais está entre as principais reivindicações levadas às ruas. Para os trabalhadores que participam da mobilização, a discussão envolve não apenas as condições profissionais, mas também a qualidade de vida, o direito ao descanso, à convivência familiar, ao lazer e à participação social.

A realização da marcha também evidencia a relevância da articulação entre os diferentes agentes que integram a estrutura econômica do Estado. Trabalhadores, agricultores, empreendedores, empresários e demais integrantes das cadeias produtivas exercem funções complementares na dinâmica de geração de riqueza, circulação de renda, criação de postos de trabalho e expansão das atividades econômicas.

Nesse contexto, a participação dos diferentes setores da sociedade representa um componente importante para o debate sobre as prioridades de Santa Catarina. A integração entre atividade produtiva, políticas públicas e representação social contribui para a construção de estratégias capazes de promover crescimento econômico associado à melhoria das condições de trabalho e de vida da população.

A defesa de uma jornada mais equilibrada também coloca em discussão o papel do trabalhador no desenvolvimento do Estado. A reivindicação é para que produtividade e crescimento econômico caminhem junto com valorização profissional, respeito aos direitos e mais tempo para que homens e mulheres possam estar com suas famílias e cuidar de suas vidas para além do ambiente de trabalho.

Durante o ato, os participantes devem percorrer as ruas da Capital portando bandeiras, faixas e materiais de identificação das entidades envolvidas. A manifestação pretende dar visibilidade às reivindicações apresentadas e ampliar o debate público sobre temas relacionados ao trabalho, à economia e ao desenvolvimento estadual.

Do campo à cidade, trabalhadores de diferentes áreas fazem parte da construção de Santa Catarina. São agricultores, operários, comerciantes, profissionais liberais, servidores, trabalhadores dos serviços, da indústria, dos transportes e de tantos outros setores que movimentam diariamente a economia catarinense.

A 6ª Marcha dos Catarinenses consolida-se, dessa forma, como um espaço de participação e expressão de diferentes segmentos da sociedade catarinense, reforçando a importância da atuação conjunta de trabalhadores e setores produtivos na definição de uma agenda de desenvolvimento sustentável e socialmente inclusiva para o Estado.

Entre as vozes que ocupam as ruas está uma mensagem central: pelo fim da escala 6×1, pela redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais e pela valorização de quem vive do trabalho. A mobilização busca transformar essas reivindicações em parte permanente do debate sobre o futuro das relações de trabalho e do desenvolvimento de Santa Catarina.

 

Fonte. Jornal Destaques

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