Viagem à China amplia visão de cooperada e colaboradores sobre alcance global da Aurora Coop

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Vencedores do concurso “Meu trabalho alimenta o mundo” retornam de Xangai com a missão de compartilhar aprendizados sobre mercado internacional

            O voo de 25 horas a uma distância de mais de 18 mil quilômetros entre o Oeste catarinense e Xangai parece menor quando se compreende o caminho percorrido pelos alimentos produzidos pelas mais de 150 mil famílias ligadas à Aurora Coop. Foi essa percepção que marcou a experiência dos vencedores do primeiro concurso cultural “Meu trabalho alimenta o mundo”, que retornaram ao Brasil após uma semana na China, onde conheceram a primeira unidade internacional da cooperativa, inaugurada há um ano, em Xangai.

            A produtora rural Roberta Kickow, de Iporã do Oeste (SC), associada à Cooper A1, o colaborador Paulo José Frantz, do Frigorífico Aurora Coop de Maravilha (SC), e Diana Graminho, da matriz da cooperativa, em Chapecó, foram recebidos pelo presidente da Aurora Coop, Neivor Canton, pelo vice-presidente Marcos Antônio Zordan, pela assessora da diretoria Paula Klauck e pela coordenadora de Comunicação Social, Jaqueline Schmitt.

            A viagem foi o prêmio do concurso lançado em abril durante as comemorações dos 57 anos da cooperativa, que reuniu mais de 820 relatos de cooperados e colaboradores sobre a contribuição de seu trabalho para alimentar consumidores em mais de 80 países. Durante a missão, os vencedores visitaram a unidade da Aurora Coop em Xangai, participaram da SIAL China — uma das maiores feiras mundiais do setor alimentício — e tiveram contato direto com distribuidores, clientes e consumidores.

            DIMENSÃO DA CADEIA PRODUTIVA

            A experiência revelou a dimensão de toda a cadeia produtiva. Diretor comercial de mercado externo da Aurora Coop e idealizador da iniciativa, Dilvo Casagranda, acompanhou a equipe na viagem e destacou que o principal resultado foi ampliar a compreensão sobre o alcance do trabalho realizado diariamente pelos produtores e colaboradores.

            “Poucas pessoas imaginam o tamanho da cadeia existente depois que o produto sai do campo e das fábricas. Há um processo enorme até que os alimentos cheguem aos consumidores dos mais de 80 países para onde exportamos. Essa experiência permitiu compreender, na prática, a importância desse trabalho que alimenta o mundo”, afirmou.

            Segundo Casagranda, a visita também demonstrou a reputação construída pela cooperativa no mercado internacional. “A Aurora Coop é sinônimo de qualidade. O que vimos foi um reconhecimento muito forte da marca, resultado da idoneidade, da seriedade e da coerência entre aquilo que a cooperativa fala e aquilo que faz”.

            INTERNACIONALIZAÇÃO

            Ao receber os participantes, o presidente da Aurora Coop, Neivor Canton, ressaltou o simbolismo da experiência justamente no primeiro aniversário da unidade de Xangai. “Eles representaram as mais de 150 mil famílias que fazem parte do nosso sistema. Ir à China é um sonho para muitas pessoas, mas também uma oportunidade de compreender um mercado que desperta o interesse de quem produz alimentos. Estamos iniciando uma etapa importante da nossa internacionalização e queremos que esses participantes sejam porta-vozes dessa vivência”, sublinhou.

            Para Canton, conhecer uma cultura milenar e um mercado em transformação ajuda a compreender o futuro do setor. “A China cresce economicamente, muda hábitos de consumo e amplia oportunidades. Nós sonhamos grande na Aurora Coop. Somos uma organização construída para ser perpétua e estamos plantando hoje para garantir esse futuro”.

            O vice-presidente de agronegócios da Aurora Coop, Marcos Antônio Zordan, reforçou que o crescimento da demanda global por alimentos abre perspectivas positivas para o cooperativismo brasileiro. “Quem produz comida sempre terá mercado. O mundo precisa cada vez mais de alimentos e temos a obrigação de evoluir continuamente, melhorar nossos processos, reduzir custos, aumentar a produtividade e entregar produtos cada vez melhores”.

            Zordan destacou que iniciativas como o concurso permitem aproximar produtores e colaboradores do consumidor final. “Ver o nosso produto em outro país, conhecer outra cultura e perceber que aquilo que produzimos está na mesa de pessoas do outro lado do planeta é uma alegria muito grande. A Aurora Coop tem produtos nos quatro cantos do mundo e ainda há muito espaço para crescer”.

            IMPACTO

            Para Diana Graminho, que atua na área de Desenvolvimento Cooperativo, a experiência transformou a forma de enxergar o mercado. “Foi muito gratificante conhecer de perto esse novo desafio da Aurora Coop em Xangai. É um mercado gigantesco e com muitas oportunidades de expansão. Hoje tenho mais propriedade para orientar produtores sobre aquilo que o consumidor espera dos nossos produtos”, afirmou.

            Ela destacou a impressionante estrutura logística chinesa, onde compras realizadas por aplicativos chegam aos consumidores em poucas horas, além da forte digitalização do comércio. “É um mundo diferente. Eles utilizam tecnologia em praticamente tudo. Vimos vendas realizadas por transmissões ao vivo e uma logística extremamente eficiente”.

             DA GRANJA AO MERCADO GLOBAL

            Representando os produtores rurais, Roberta Kickow retornou com uma visão ampliada sobre o papel da produção primária dentro da cadeia internacional de alimentos. Integrante da terceira geração da família na suinocultura, ela afirmou que conhecer o destino final dos produtos reforçou a confiança no futuro do setor.

            “Ver até onde o nosso produto chega foi fascinante. Ficou claro que o esforço diário resulta em um alimento reconhecido pela qualidade e valorizado em um mercado enorme”, relata.         “Percebemos que existe um processo muito longo entre a produção da matéria-prima e o consumidor final. São muitas pessoas, culturas e empresas envolvidas. Essa experiência mostrou que estamos no caminho certo quando buscamos qualidade, produtividade e segurança de mercado”.

            CADEIA GIGANTE

            Para Paulo José Frantz, a viagem revelou uma dimensão da cooperativa até então desconhecida. “Eu não tinha conhecimento da grandiosidade de toda a cadeia. Quando pensamos que o processo termina, descobrimos que existe outra etapa, depois mais outra. Foi impressionante conhecer tudo isso”. Segundo ele, a experiência permitiu compreender que existe um mercado robusto para os alimentos produzidos pela cooperativa.

            “Gente para consumir nossos produtos existe. Oportunidades também. Conhecemos compradores, distribuidores e consumidores e percebemos que o trabalho não termina quando o produto sai da fábrica”. Paulo afirmou que o principal legado da viagem será compartilhar esse conhecimento com os colegas. “Foi uma realização pessoal e profissional. Quem tiver oportunidade de participar das próximas edições deve se inscrever, porque só participando para entender a dimensão dessa experiência”.

            Por atuar diretamente na produção animal, Roberta cumpriu um período de sete dias de quarentena seguindo protocolos de biosseguridade e retornou à sua cidade no domingo. Diana e Paulo permaneceram três dias afastados antes de retomarem suas atividades.

 

Fonte: MB Comunicação 

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