O jornalista e comentarista político Paulo Alceu participou de uma entrevista especial no podcast do Portal Destaques, conduzida pelo jornalista Daniel Prudente e com participação do Dr. Nadir Júnior Maestri, onde abordou temas ligados ao cenário político nacional, economia, Judiciário, agronegócio, liberdade de expressão e sua possível candidatura nas eleições de 2026.
Durante sua passagem pelo Oeste catarinense, Paulo Alceu também visitou Chapecó e cumpriu roteiro em Santa Catarina nesta quinta-feira (28), ampliando agendas políticas e encontros com lideranças regionais.
Reconhecido como um dos nomes mais influentes da comunicação catarinense, Paulo Alceu relembrou sua trajetória de mais de cinco décadas no jornalismo e confirmou que avalia disputar um cargo eletivo pelo Partido Republicanos.
“São mais de 53 anos de profissão. Comecei no Rio Grande do Sul, tive experiências internacionais como correspondente na Espanha e na Argentina e estou há 33 anos em Santa Catarina. Vim para ficar um ano e acabei construindo minha vida aqui”, afirmou.
Durante a entrevista, Paulo Alceu revelou que recebeu diversos convites para ingressar na política ao longo da carreira, mas que somente agora decidiu colocar o nome à disposição do eleitorado.
“Eu sempre relutei porque o jornalismo falava mais alto. Mas hoje entendo que posso colaborar de outra forma, defendendo Santa Catarina e o Brasil dentro do Parlamento”, declarou.
Filiado ao Republicanos, o jornalista afirmou que sua identificação ideológica com pautas conservadoras e sua ligação profissional com o Grupo ND influenciaram na decisão partidária.
“O Republicanos está alinhado ao projeto político do governador Jorginho Mello e também às minhas convicções de direita”, explicou.
Defesa de reforma do Judiciário e críticas ao STF
Um dos temas centrais da entrevista foi o funcionamento do Judiciário brasileiro. Paulo Alceu criticou o que considera excessos praticados por integrantes do Supremo Tribunal Federal e defendeu mudanças estruturais na composição da Corte.
“Eu sou defensor de uma reforma do Judiciário. A instituição precisa ser preservada e respeitada, mas algumas pessoas não estão respeitando as funções que exercem”, afirmou.
Segundo ele, ministros do STF deveriam possuir mandatos temporários e serem indicados por colegiados de magistrados.
“Eu sou favorável à indicação de juízes de carreira e contrário à nomeação política de advogados. Também defendo limite máximo de dez anos para permanência no cargo”, disse.
O jornalista ainda afirmou que apoiaria investigações parlamentares envolvendo o Judiciário e instituições financeiras.
“Se houver CPI da Lava Toga ou CPI do Banco Master, eu seria um dos primeiros a assinar”, declarou.
Jornada de trabalho e críticas à reforma tributária
Paulo Alceu também comentou a proposta de redução da jornada de trabalho e criticou a condução do debate no Congresso Nacional. Para ele, o tema vem sendo tratado de maneira “eleitoreira” e sem análise aprofundada dos impactos econômicos.
“Somos um país da informalidade e da baixa produtividade. Não se pode aprovar uma mudança dessa magnitude sem discutir quem vai pagar essa conta”, afirmou.
Segundo o comentarista, a proposta pode afetar diretamente pequenos empresários, setores produtivos e o mercado de trabalho.
“O trabalhador quer qualidade de vida, mas também precisa de estabilidade econômica. Não adianta ganhar um dia de folga e perder poder de compra por causa do aumento dos preços”, argumentou.
Paulo Alceu elogiou parlamentares catarinenses que votaram contra a proposta e afirmou que o debate deveria priorizar medidas como desoneração da folha de pagamento e estímulo à produtividade.
“O equilíbrio entre empregado e empregador precisa ser preservado”, destacou.
Defesa do agronegócio catarinense
Ao abordar o cenário econômico de Santa Catarina, Paulo Alceu ressaltou a importância do agronegócio e da agroindústria para o desenvolvimento regional, principalmente no Oeste catarinense.
“O Oeste é uma potência produtiva. O agronegócio representa trabalho, produtividade e geração de riqueza. Precisamos proteger quem produz e quem coloca alimento na mesa da população”, afirmou.
Ele também criticou pontos da reforma tributária aprovada no Congresso, alegando que o setor produtivo foi penalizado.
“A reforma tributária precisa ser revista porque impacta diretamente o agro e a economia catarinense”, disse.
Polarização política e cenário eleitoral
Durante a entrevista, Paulo Alceu avaliou que o Brasil continuará vivendo forte polarização política nos próximos anos e afirmou que o eleitor passou a acompanhar mais de perto as decisões nacionais.
“O problema é quando a política vira torcida organizada. Precisamos voltar a discutir projeto de país, economia, segurança e desenvolvimento”, comentou.
Questionado sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, Paulo Alceu afirmou que Bolsonaro ainda possui grande força política no eleitorado conservador.
“Ele construiu um movimento político e continua sendo uma liderança importante da direita brasileira”, declarou.
Referência familiar e valores pessoais
Em um dos momentos mais pessoais da entrevista, Paulo Alceu afirmou que seu principal exemplo de vida não vem da política, mas da família.
“Meu maior ídolo é meu pai. Foi dentro de casa que aprendi honestidade, respeito e valores que hoje estão sendo esquecidos”, afirmou.
Segundo ele, a experiência familiar moldou sua postura profissional e suas convicções pessoais.
Defesa de Santa Catarina e do Oeste
Ao final da entrevista, Paulo Alceu fez um apelo pela união dos catarinenses em defesa do estado e destacou o protagonismo econômico de Santa Catarina no cenário nacional.
“Hoje nós temos um estado promissor, exemplo para o Brasil. O agronegócio e a agroindústria representam a força de Santa Catarina. Precisamos proteger quem produz, quem gera riqueza e quem coloca comida na mesa da população”, ressaltou.
O comentarista ainda afirmou que continuará defendendo suas ideias publicamente enquanto tiver espaço na comunicação.
“Enquanto eu tiver voz e oportunidade de me comunicar, vou continuar brigando pelo que acredito e pelo que posso entregar para Santa Catarina e para o Brasil”, concluiu.
A entrevista foi conduzida pelo jornalista Daniel Prudente, com participação do Dr. Nadir Júnior Maestri .











