
A greve dos empregados da Caixa da base do Sindicato dos Bancários de Chapecó e Região entrou, nesta segunda-feira (14), no segundo dia de paralisação por tempo indeterminado. A mobilização é nacional.
Na última sexta-feira (11), a maioria da categoria rejeitou, em assembleia, a última proposta apresentada pelo banco para renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). Na base do Sindicato, 58,55% votaram contra a proposta e pela manutenção da greve.
Entre os principais pontos da pauta de reivindicação dos bancários da Caixa estão avanços na promoção por mérito, ações de diversidade e questões relacionadas às condições de trabalho, saúde e atendimento. O plano de saúde dos empregados, o Saúde Caixa, é o principal impasse das negociações. A proposta do banco é fazer uma cobrança diferenciada por idade, medida que altera a estrutura do modelo de custeio e ameaça o pacto intergeracional, princípio fundamental para a sustentabilidade e a solidariedade do plano entre trabalhadores da ativa, aposentados e dependentes.
O banco chegou a anunciar medidas administrativas contra os empregados por conta da greve e endurecer o discurso diante da rejeição da proposta. Entretanto, no domingo (13), a Caixa recuou e enviou ofício à representação dos empregados, quando informou a suspensão das penalidades e sinalizou para a reabertura das negociações. A reunião ainda não tem data marcada.
Em Chapecó, todas as agências estão fechadas desde a última sexta-feira. Nesta segunda-feira (14) também aderiram à greve as agências da Caixa de Xaxim, Xanxerê e Abelardo Luz.
“A força da greve, que tem mobilizado bancários e bancárias da Caixa de todo o país, pressionou o banco para retomar as negociações. A categoria mostrou que não aceita ameaças e tentativas de intimidar os empregados não vão funcionar. Vamos defender a negociação coletiva para chegarmos a um acordo que preserve as conquistas dos bancários e melhore as condições de trabalho”, ressaltou o vice-presidente do Sindicato dos Bancários de Chapecó e Região, Sebastião Araujo.




