🚨 Paulo Eccel é impedido de falar na Câmara de Vereadores de Chapecó e caso gera forte reação

Política

A visita do escritor Paulo Eccel à Câmara de Vereadores de Chapecó terminou em polêmica e gerou forte reação de lideranças sindicais nesta terça-feira (19).

📚 Lançamento do livro

Eccel esteve no Legislativo chapecoense para divulgar o livro O Fim da Escala 6×1, obra que debate a redução da jornada de trabalho e os impactos da atual escala sobre trabalhadores e empresas.

Segundo representantes sindicais, o grupo havia solicitado apenas cinco minutos para que o autor pudesse apresentar o conteúdo da obra aos vereadores.

🏛️ Pedido foi feito por vereador

O pedido para abrir uma exceção de cinco minutos foi apresentado pelo vereador Valdemir Stobe, conhecido como Tigrão.

Mesmo com a solicitação feita durante a sessão, o espaço não foi concedido ao escritor.

⚠️ Indignação do sindicato

A decisão provocou indignação da presidente do Siticom, Izelda Terezinha Ouro, que criticou duramente a postura da Câmara e classificou a situação como “antidemocrática”.

🗣️ “Se tiver um voto contra, ele não fala. Isso não é democracia”, afirmou durante entrevista ao Jornal Destaques.

Izelda também acusou a presidência da Câmara de agir com “arrogância” e “prepotência”, questionando a forma como a decisão foi conduzida.

🗣️ “Democracia é decisão pela maioria. O que aconteceu aqui foi completamente errado”, declarou.

🏛️ Defesa do fim da escala 6×1

Durante entrevista, Paulo Eccel defendeu a necessidade de ampliar o debate sobre o fim da escala 6×1 no Brasil.

Segundo ele, os argumentos utilizados atualmente contra a redução da jornada de trabalho são semelhantes aos usados historicamente contra outras conquistas trabalhistas.

🗣️ “Os mesmos argumentos usados hoje contra o fim da escala 6×1 foram usados contra o direito às férias, ao 13º salário e até contra o fim da escravidão”, disse o escritor.

🧠 Saúde mental e produtividade

Eccel também afirmou que, durante os três anos em que atuou como superintendente do Ministério do Trabalho em Santa Catarina, acompanhou o crescimento dos afastamentos de trabalhadores por problemas emocionais e psicológicos.

Para ele, permitir mais tempo de descanso, lazer e convivência familiar traz benefícios tanto para os trabalhadores quanto para as empresas.

🗣️ “Quando o trabalhador vive melhor, ele produz mais. A empresa também ganha”, destacou.

🔥 Repercussão política

O episódio rapidamente repercutiu nos bastidores políticos de Chapecó e aumentou o debate sobre liberdade de manifestação dentro do Legislativo municipal.

Até o momento, a Câmara de Vereadores de Chapecó não havia divulgado posicionamento oficial sobre as críticas feitas pelos sindicalistas.

 

Fonte: Jornal Destaques – jornalista Daniel Prudente

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