Relato aponta possível viagem ao exterior após decisão judicial que determinou a entrega dos passaportes; paradeiro do senador e circunstâncias da viagem são alvo de questionamentos.
A suposta saída do senador Flávio Bolsonaro (PL) do Brasil provocou reações entre aliados políticos e integrantes do governo, além de levantar questionamentos sobre o cumprimento de uma decisão judicial que determinava a entrega de seus passaportes e o impedimento de deixar o país.
Segundo as informações divulgadas no relato, uma das hipóteses investigadas é de que o senador tenha atravessado a fronteira com a Argentina por Foz do Iguaçu, no Paraná, acompanhado da esposa e das duas filhas. A partir de Puerto Iguazú, ele teria seguido em um voo particular para a região de Buenos Aires e, posteriormente, para a Flórida, nos Estados Unidos. Outra possibilidade mencionada seria uma rota pela Venezuela.
Até o momento descrito no relato, as circunstâncias da possível viagem e o paradeiro do senador não estavam esclarecidos. As autoridades argentinas, conforme as informações apresentadas, não haviam registrado sua entrada no país.
Decisão judicial e passaportes
A decisão atribuída ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), estabelecia prazo de 24 horas para que Flávio Bolsonaro entregasse seus passaportes, além de determinar que ele não deixasse o Brasil.
Em um vídeo divulgado nas redes sociais, o senador criticou a medida, questionou os fundamentos da decisão e afirmou que cumpriria a determinação judicial. Segundo o relato, o prazo terminou às 11h, sem que ele comparecesse para entregar os documentos. Na sequência, foi determinado o cancelamento dos passaportes do senador.
A possibilidade de utilização de um passaporte italiano também foi mencionada, mas não há, nas informações apresentadas, confirmação de que esse documento tenha sido usado em uma eventual viagem.
Investigações no STF
Flávio Bolsonaro também é citado em dois procedimentos investigativos que, segundo o relato, tramitam no Supremo Tribunal Federal. Um deles envolve suspeitas relacionadas a lavagem de dinheiro e evasão de divisas, com menção ao advogado William Tomás. O outro está relacionado ao financiamento do filme Dark Horse.
As suspeitas mencionadas dependem de apuração pelas autoridades competentes e não equivalem a uma condenação.
Aliados e governo reagem
A possível saída do senador provocou manifestações de diferentes setores políticos. O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, convocou uma reunião de emergência da legenda.
O senador Rogério Marinho, coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, afirmou desconhecer o paradeiro do parlamentar, mas declarou compreender a possibilidade de que ele tenha deixado o país com a família. Marinho também criticou a rapidez das medidas judiciais e questionou os fundamentos da decisão.
Na oposição, o deputado Cabo Gilberto, líder do grupo na Câmara, também contestou a atuação judicial e manifestou apoio ao senador. Já o deputado Alfredo Gaspar, candidato a vice na chapa de Flávio, declarou solidariedade ao parlamentar, à esposa Fernanda e às duas filhas.
Do lado do governo, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, cobrou esclarecimentos sobre as suspeitas envolvendo o senador e questionou informações financeiras mencionadas no relato.
O Ministério das Relações Exteriores informou, segundo a reportagem citada, que não comentaria a possível viagem por considerar o assunto relacionado ao Poder Judiciário.
Situação ainda exige esclarecimentos
O caso reúne questionamentos sobre o cumprimento da decisão judicial, o paradeiro de Flávio Bolsonaro e as investigações em andamento. Até que as circunstâncias sejam oficialmente esclarecidas, a suposta saída do país e as possíveis rotas mencionadas devem ser tratadas como informações não confirmadas de forma independente.
Fonte: informações do relato jornalístico fornecido.
Jornalista. Daniel Presidente





