Aprovada pelos trabalhadores a proposta de reajuste salarial aos profissionais das indústrias do material plástico, está passando à fase de negociação. Neste ano somente a pauta econômica estará na mesa do entendimento. O acordo deve estar selado até o dia 1º de abril, data base da categoria. Todas as cláusulas sociais da Convenção Coletiva de Trabalho em vigor têm validade para mais 12 meses.
A intenção do presidente do Stimpc (Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias do Material Plástico de Chapecó), Vilson Silveira, é conquistar aumento “que reverta em mais qualidade de vida aos trabalhadores”. Justifica que um salário coerente, além do estímulo natural, “significa melhor equilíbrio entre vida pessoal e profissional”. Outra forte argumentação é que um salário atraente proporciona o necessário bem-estar, acrescido de um ambiente de trabalho “ainda mais ajustado e promissor”.
Silveira antecipa que buscará 100% do INPC registrado no período, mais ganho real aos salários. Um dos consideráveis benefícios à categoria é o vale alimentação que deve ganhar um ótimo reajuste. Paralelo, se situa a participação nos lucros e resultados, grande impulso financeiro ao trabalhador. A rentabilidade “é o retorno concedido ao trabalho executado na empresa transformado em salário”. A mão de obra é o investimento do trabalhador para o ganho salarial. Isso, “é o que precisa ser considerado”, disse.
Para o dirigente sindical, o trabalhador merece salário “que compense o esforço e dedicação à atividade executada”. Além disso, existe “o comprometimento profissional mantido perante o empregador”. Ele acentua o harmonioso relacionamento mantido entre o Stimpc e o sindicato patronal. Esse comportamento prevê uma negociação sem sobressaltos, “exemplo daquilo que sempre prevaleceu ao longo dos anos”. No entanto, haverá persistente luta para conquistar “aquilo que consideramos justo aos trabalhadores”.
Os profissionais presentes à assembleia, foram recepcionados com um coffee break oferecido pelo Stimpc e participaram do sorteio de cupons supermercado. Ouviram ainda uma breve palestra da advogada e contabilista, Luciane Stobe, sobre o Imposto de Renda.
Jornada – O Stimpc está centrado na redução da jornada de trabalho debatida em âmbito nacional. Silveira pontua que a mudança vai representar “importante avanço nas relações do trabalho”. Analisa que “não haverá nenhum comprometimento” na oferta e manutenção de empregos, nem tão pouco “criará obstáculos à permanência das empresas, sem abalo à produtividade”. Silveira cita exemplos de empresas do setor que já estão com jornada reduzida garantindo empregos, sem mexer nos salários. A redução da jornada “é perfeitamente exequível”, entende o sindicalista.





