Na raça, no grito e no contra-ataque: Chapecoense 4 x 2 Santos em noite eletrizante na Arena Condá

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Foi daqueles jogos que fazem o torcedor sair rouco do estádio e com o coração acelerado. Na noite desta quarta-feira (28), a Arena Condá ferveu. Em um duelo cheio de reviravoltas, entrega e emoção até o último suspiro, a Chapecoense mostrou fibra, jogou com alma e venceu o Santos por 4 a 2 na estreia do Campeonato Brasileiro de 2026.

Desde o apito inicial, a Chape deixou claro que o recado estava dado: seria jogo de marcação forte, linha bem fechada e contra-ataque afiado, do jeito que o torcedor gosta. E não demorou pra recompensa chegar. Aos 13 minutos, Marcinho lançou Ítalo em velocidade. O atacante ganhou na corrida, invadiu a área e foi derrubado. Pênalti sem conversa. Na cobrança, Walter Clar bateu com frieza, deslocou o goleiro e fez a Arena Condá explodir em verde e branco.

O Santos tentou esfriar o jogo com posse de bola, mas a Chapecoense seguia perigosa, mordendo e saindo rápido. O Peixe ainda carimbou o travessão com Lautaro Díaz, mas o castigo veio só nos acréscimos do primeiro tempo, quando Gabriel Menino acertou um chute indefensável e deixou tudo igual antes do intervalo.

Na volta do vestiário, o jogo seguiu pegado, intenso, daquele jeito que não dá pra piscar. Aos 21 minutos, o Santos virou o placar, mas a Chapecoense não se entregou. Aqui não tem jogo perdido. Sete minutos depois, na base da vontade e da presença de área, João Paulo ganhou pelo alto após escanteio e Higor Meritão soltou uma bomba de esquerda. Gol, empate e mais um rugido vindo das arquibancadas.

E quando parecia que o jogo estava aberto pra qualquer lado, a Chapecoense mostrou faro e coragem. Aos 34 minutos, mais um contra-ataque mortal. Ítalo finalizou, a bola desviou na defesa e sobrou limpa pra Jean Carlos, que não perdoou: cabeceou pra rede e virou o jogo.

Ainda dava tempo pra fechar com chave de ouro. Já nos minutos finais, com a Arena Condá empurrando no grito, Jean Carlos puxou mais uma transição rápida e, com um toque de letra cheio de ousadia, deixou Rafael Carvalheira na cara do gol. O camisa 99 bateu de primeira, no ângulo, sem chance alguma. Um golaço pra levantar a galera e selar a vitória por 4 a 2.

No fim das contas, foi futebol raiz. Foi suor, foi raça, foi emoção. A Chapecoense estreia no Brasileirão mostrando que em casa o buraco é mais embaixo. Quem quiser ponto na Arena Condá vai ter que suar — e muito.

Fonte: Jornal Destaques

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