O Gov.br, apresentado como símbolo da modernização do Estado, se tornou na prática um fracasso digital que trava a vida do cidadão e impede o acesso a serviços básicos. A plataforma acumula falhas graves e não entrega o mínimo esperado de um sistema público essencial.
Principais problemas do sistema Gov.br Falhas constantes de acesso
Usuários enfrentam dificuldades diárias para fazer login, validar identidade ou simplesmente entrar no sistema. Erros sem explicação, telas que travam e acessos negados são rotina.
Sistema instável e mal construído
Quedas frequentes, lentidão extrema e funcionamento irregular demonstram um sistema claramente despreparado para a demanda real da população.
Centralização irresponsável de serviços
INSS, carteira de trabalho digital, benefícios sociais, documentos e assinaturas ficaram presos a uma única plataforma. Quando o Gov.br falha, tudo falha junto.
Usuário refém da plataforma
Não existe alternativa. Se o sistema não funciona, o cidadão simplesmente perde o acesso aos seus próprios direitos, sem opção presencial ou solução rápida.
Suporte ineficiente e frustrante
O atendimento é lento, automático e inútil. Não resolve problemas, não dá respostas claras e não assume falhas. O cidadão fica abandonado.
Exclusão digital escancarada
Idosos, pessoas com pouca familiaridade tecnológica e quem vive em regiões com internet precária são empurrados para fora do sistema.
Transferência de culpa para o cidadão
Mesmo com falhas evidentes, a responsabilidade nunca é do sistema. A narrativa oficial trata o usuário como culpado por um erro que é estrutural.
Conclusão
O Gov.br não facilita, não organiza e não atende o cidadão. Ele atrapalha, bloqueia e humilha. O que deveria ser uma ferramenta de acesso virou um obstáculo institucional criado pelo próprio Estado.
Enquanto continuar instável, confuso e mal mantido, o Gov.br não será modernização — será apenas mais um erro caro pago pela população brasileira.


