SITRAN APOIA FEDERAÇÃO CONTRA
CORTE EM ORÇAMENTO PARA RODOVIAS
Entidade representativa do setor em 28 municípios da região Oeste, o Sindicato das Empresas de Transporte de Carga e Logística (Sitran) expressou apoio ao posicionamento da federação no qual lamenta a redução do orçamento federal para rodovias em Santa Catarina. O presidente do Sitran, Ivalberto Tozzo, argumenta que um dos entraves para a melhoria da logística está justamente nas estradas, principalmente federais, em vista das ligações que fazem entre as regiões, especialmente entre Oeste e portos e para outros Estados, como as BRs 282, 470, 153 e 280.
No Orçamento da União para 2025, aprovado pelo Congresso Nacional na última quinta-feira, dia 20, Santa Catarina terá R$ 400 milhões a menos para estradas federais. Os R$ 600 milhões para o Dnit no Estado representam número bem inferior ao que foi aplicado em 2023, quando o órgão federal conseguiu executar R$ 1,039 bilhão em obras e projetos, enquanto em 2024 o valor recorde, na ordem de R$ 1,041 bilhão.
Em nota, a Federação das Empresas de Transporte de Carga de Santa Catarina (Fetrancesc) manifestou preocupação e estranheza diante da notícia da redução dos investimentos federais na infraestrutura viária em Santa Catarina. A entidade lembrou que em reunião realizada anteriormente em Brasília, o ministro dos Transportes, Renan Filho, havia garantido que o Estado teria em 2025 recursos similares aos recebidos nos últimos dois anos. Para a federação, são muitas as demandas por melhoria da malha rodoviária e Santa Catarina não pode abrir mão de recursos essenciais para seu desenvolvimento econômico, inclusive considerando não somente o reflexo na economia, mas também o risco à vida de todos que circulam pelas rodovias.
CAPACIDADE VIÁRIA
O presidente do Sitran enfatiza um argumento da Fetrancesc, no sentido de que Santa Catarina carece de recuperação e ampliação da sua capacidade viária, mesmo sendo um Estado com malha pequena e alta densidade de veículos por quilômetro pavimentado. Ivalberto Tozzo salienta a necessidade de que os três senadores e os 16 deputados federais catarinenses, de diversas agremiações partidárias, ajam de maneira consistente perante o governo federal para que Santa Catarina “receba os recursos que precisa pelo menos na proporção dos tributos que gera e são canalizados à União”.
Fonte: EXTRA COMUNICA